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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015 - 14:14

Sucesso na vacinação contra coccidiose

Por Dr. Juan de la Cruz Solis, líder do Centro Técnico de Reprodução de Eimerias do Biovet.

O sucesso da vacinação contra a coccidiose aviária, seja em matrizes/reprodutoras ou frangos de corte, é diretamente influenciado por vários fatores interligados entre si.

Grau de viabilidade dos antígenos vacinais (cepas de Eimeria spp. presentes na vacina)
Os oocistos esporulados suspensos no diluente da vacina têm uma viabilidade de aproximadamente 12 meses após sua fabricação.

A viabilidade dos oocistos diminui ao longo dos meses e, especialmente, após o sexto mês de fabricação. Até o final do período de validade do produto seu percentual é bem menor quando comparado ao da data de sua fabricação. Portanto, é essencial que o criador utilize um lote de vacina recentemente fabricado para vacinar seus pintinhos com um produto 100% viável.

Temperatura de manejo da vacina
A temperatura de manejo da vacina de coccidiose deve ser sempre entre 4 graus centígrados e 8 graus centígrados para manter a viabilidade dos oocistos mais alta possível durante seu período de validade. O congelamento da vacina é fatal para a viabilidade dos oocistos vacinais.

Qualquer lote de vacina suspeito de ter sido submetido a uma grande ou longa variação na sua temperatura de manutenção não deverá ser usado na vacinação das aves. O fabricante deverá ser informado para que se possa investigar a viabilidade do produto.

Via de vacinação
O método ou via de vacinação dos pintinhos é importantíssimo na eficácia, uniformidade e rapidez na resposta imunitária de tipo celular dos mesmos. A vacinação individual das matrizes é a melhor via de aplicação para obter uma excelente uniformidade e rapidez da resposta imunitária. Com a vacina Bio-Coccivet R, por exemplo, a imunidade celular é total contra as 7 espécies de Eimeria aviária aos 16 dias após sua vacinação via gota ocular. A imunidade celular obtida através de vacinação por via spray, ao primeiro dia de idade na planta de incubação, tarda mais 7 dias devido ao fato de que a infecção dos pintinhos por esta via não ser tão uniforme quanto à via individual, requerendo assim mais um período de reciclagem dos oocistos vacinais para induzir o reforço da imunidade inicial.

Aplicação em frangos de corte por via spray
Para que uma vacina contra a coccidiose seja eficaz na sua aplicação em frangos de corte por via spray, a formulação do produto deverá conter um grande número de oocistos esporulados, de modo a aumentar a possibilidade de infeção, já que neste método existe um maior desperdício de material vacinal, que não será ingerido pelos pintinhos. Quanto menos oocistos forem ingeridos, mais demorado será o desenvolvimento da imunidade celular e proteção contra as cepas virulentas de campo.

Diferenças entre as vacinas disponíveis no mercado
Nem todas as vacinas de coccidiose disponíveis para uso em matrizes e frangos de corte são iguais. Na verdade, cada fabricante tem sua própria formulação, podendo algumas conter amostras mais agressivas que outras. Devido ao fato de não se usar drogas anticoccidianas em lotes vacinados, incluindo as do tipo Ionóforos, a própria vacina, dependendo da agressividade das cepas que a compõe, poderia desencadear um problema entérico secundário, de enterite necrótica (Clostridium spp.) por exemplo, nas aves vacinadas. Portanto, é importante também usar conjuntamente com a vacina um produto ou princípio ativo que tenha um efeito sobre, principalmente, Clostridium spp, de modo a reduzir ou até evitar um início potencial de enterite necrótica.

A vacina Bio-Coccivet para uso em frangos, produzida pelo Laboratório Biovet, é atualmente uma das duas vacinas atenuadas disponíveis no mercado mundial (ou seja: uma europeia e uma brasileira) que contêm 5 espécies de coccidia aviária. Mas Bio-Coccivet é a única vacina no mercado mundial que contêm 3 cepas de E. máxima extremadamente eficientes na proteção contra as cepas de E. máxima virulentas presentes no Brasil. No uso em campo, em frangos de corte no Brasil, apresenta também uma baixíssima incidência de Enterite necrótica nos plantéis vacinados, mesmo na ausência de uso de produtos que combatam diretamente as clostridioses.

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